Regiões metropolitanas
Uma região metropolitana é um grande centro populacional, que consiste em uma (ou, às vezes, duas ou até mais) grande cidade central, e sua zona adjacente de influência. Geralmente, regiões metropolitanas formam conurbações, uma grande área urbanizada formada pela cidade central e suas cidades adjacentes, formando uma única área urbana. Por exemplo, São Paulo é uma cidade central, com Guarulhos, Osasco, Santo André e outras cidades adjacentes juntas formando uma conurbação.
Porém, uma região metropolitana não precisa ser obrigatoriamente formada por uma única área urbanizada contígua, podendo se designar uma região metropolitana, a junção de duas ou mais áreas urbanizadas intercaladas com áreas rurais. O necessário é que as cidades que formam uma região metropolitana possuam um alto grau de integração entre si. Uma região formada por diversas regiões metropolitanas localizadas próximas entre si são por vezes chamadas de megalópole. Atualmente, as regiões metropolitanas mais populosas do mundo, que possuem até 30 milhões de habitantes, são Tóquio, México, Seul, Nova Iorque e São Paulo.
Cidades globais
Uma cidade global é um grande centro bancário, comercial, financeiro, político e industrial. O termo "cidade global" - que não deve ser confundida com megacidade - foi inventado pela socióloga Saskia Sassen em um seminário em 1991. Enquanto que a expressão "megacidade" refere-se à uma grande cidade ou área urbana, uma cidade global possui grande influência a nível regional, nacional e internacional. As cidades globais, segundo Sassen, possuem mais características semelhantes entre si do que com outras cidades do mesmo país. Bruxelas, Chicago, Cingapura, Hong Kong, Londres, Madri, Milão, Moscou, Nova Iorque, Paris, Seul, San Francisco, São Paulo, Shangai, Sydney, Tóquio, Toronto e Washington, DC são comumente consideradas cidades globais, embora este termo se aplique também a outras cidades.
A noção de cidade global vê uma cidade como um container onde habilidades e recursos estão concentrados. Quanto mais uma cidade é capaz de concentrar habilidades e recursos, mais bem-sucedida e poderosa é a cidade, tornando-a suficientemente poderosa para influenciar o que ocorre em torno do mundo.
Críticos da noção alegam para a ambiguidade da expressão "poder". Em uma cidade global, poder significa primariamente poder econômico e/ou político, e portanto, pode não incluir cidades que são poderosas em outros termos. Por exemplo, cidades como Roma ou Jerusalém são poderosas em termos históricos e religiosos.
Em 1995, Rosabeth Moss Kanter argumentou que cidades bem sucedidas podem ser identificadas através de três elementos. Para ser bem sucedida, uma cidade precisa de bons pensadores (conceitos), bons fazedores (competência) e/ou de bons comerciantes (conexões). A combinação destes três elementos significa que, segundo as idéias de Kanter, que boas cidades não são planejadas mas sim controladas.




















